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O comportamento infantil na Pandemia

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O comportamento Infantil em Tempos de Pandemia

Psicóloga: Alice Sá
CRP04/3352

Todos estamos vivendo tempos onde se encontram exacerbados angústias, medos, ansiedades. Esse cenário não é diferente com as crianças. Expostas aos estímulos que recebem em seus lares, essas absorvem tudo como esponjas, sendo sensíveis a tudo que acontece ao redor. Proporcionar o acolhimento desses sentimentos que sobressaltam no momento, proporcionando momentos de escuta e diálogo ainda que de forma lúdica, se torna essencial para que a criança consiga elaborar suas questões.

Dentre as reações emocionais e alterações comportamentais frequentemente apresentadas pelas crianças durante a pandemia, destacam-se:

Dificuldades de concentração
• Irritabilidade
• Medo
• Inquietação
• Tédio
• Sensação de solidão
• Alterações no padrão de sono e alimentação

Segundo cartilha elaborada por pesquisadores colaboradores de Atenção Psicossocial e Saúde Mental do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (CEPEDES) da Fiocruz:”Essas manifestações são esperadas frente às adversidades do atual cenário. Nas crianças com demandas específicas de saúde, essas manifestações podem ocorrer de forma ainda mais frequente e intensa, dado o contexto. Compreender essa questão é essencial para atender adequadamente às necessidades de cada uma das crianças. Assim, evita-se o risco de considerar como patológicas reações que são adaptativas ou decorrentes de problemas sociais que precisam ser enfrentados coletivamente. Por outro lado, evita-se também negligenciar problemas de saúde mental que venham a surgir ou se intensificar durante ou após a vigência da pandemia (ex., na chamada “segunda onda”).

Lidar com essas reações emocionais e alterações comportamentais nem sempre é fácil para familiares ou cuidadores, os quais tendem a reportar níveis mais elevados de estresse e ansiedade nesse período. Tais sintomas acometem, de maneira desproporcional, as mães de crianças com deficiência e de crianças usuárias dos serviços de saúde mental que, muitas vezes que lidam com a sobrecarga de trabalho.

As dificuldades nas interações familiares podem desencadear sintomas psicológicos na infância ou, ainda, incidir sobre o funcionamento do corpo em crianças com deficiência, podendo significar mudanças no tônus muscular, progressos ou perdas de funções. Isso sugere a importância de incluir familiares ou cuidadores nas estratégias de atenção psicossocial voltadas a todas as crianças, sobretudo durante a pandemia. É possível apoiá-los por meio de escuta sensível, incentivo à busca por apoio junto a seus pares e intervenções para promoção de práticas parentais positivas, bem como realização de encaminhamentos.”

Primeiro passo: AUTO ANÁLISE

Entender e Organizar sentimentos

É preciso fazer uma auto análise do comportamento das pessoas que estão ao redor da criança. Entender que muitas vezes nosso estresse, nossos medos e inseguranças ainda que não verbalizados são passados pelo ambiente de outras formas e absorvidos pela criança que guarda esses sentimentos não sabendo como expressá-los.
Muitas vezes a organização dos sentimentos dos adultos e ações de enfrentamentos dos mesmos pode influenciar significativamente no comportamento das crianças.

Segundo Passo: CONEXÃO

Buscar a oportunidade de proximidade que o isolamento social está nos dando para criar conexão. Estabelecendo diálogo, criando e oferecendo oportunidades para que a criança possa expressar o que sente. Para os que ainda não conseguem verbalizar, utilizar da ludicidade é uma ótima estratégia. A criança se revela através do brincar. Estar atento ao que a criança traz e como traz nesse lúdico, é muito importante.

Terceiro Passo: CONHECIMENTO

Criança também precisa de informação. De forma regrada e lúdica, voltada para cada faixa etária, precisamos explicar o atual momento. Existem vários materiais disponíveis, como o livrinho elaborado pelos pequenos cientistas sobre o Corona vírus, onde em uma linguagem fácil, adaptativa e voltada para o público infantil é possível que a criança conheça melhor sobre o momento.

O excesso de informação para o público adulto que as crianças absorvem em seus lares, são inimigos. As informações contidas em Telejornais, whatsapp, etc. devem ser consumidas com moderação.

Quarto Passo: ROTINA

Um dos mais importantes passos para a saúde das crianças.
Vivemos um período em que houve por força maior a quebra da rotina nos lares, isso por si só já garante angústia para as crianças. Toda criança tem necessidade de se sentir segura, e uma das principais ferramentas aliadas na construção dessa segurança emocional é através da rotina. É preciso manter hábitos, horários. Buscar se adaptar a cada ocasião nova em que estamos sujeitos de forma a preservar os elementos essenciais como noção de tempo, espaço.

Exemplo: Não trocar de forma alguma a noite pelo dia, não é porque está em casa que pode comer a toda hora principalmente alimentos industrializados e o açúcar. Quanto maior o consumo desses alimentos, maior também o aumento da ansiedade na criança. É preciso buscar o equilíbrio das emoções.

Quinto passo: EMOÇÕES

Entendê-las é uma grande estratégia de enfrentamento não só para o momento mas também para toda a VIDA.
Apresenta-las a criança, fazendo com que essa perceba que são momentos e que existe medo, raiva, dor, tristeza, alegria.
Quando a criança, concretiza suas emoções através do simbólico, passa a lidar melhor com elas.
Filme: Divertidamente
Relógio das emoções, smiles, emotions.

Home Office Na Pandemia e as Crianças

Organização e Planejamento são indispensáveis nesse momento.

Organizar o local de cada membro da família e explicar em uma conversa conjunta o propósito de se organizarem melhor. Quando você explica para a criança a importância do seu trabalho compartilhando com ela o que é, para que serve, a mesma irá se sentir útil no momento em que tiver que cooperar com a realização dele.

É o momento de nos apresentar como profissionais aos nossos filhos. Usar dinâmicas, mímicas podem ser maneiras divertidas de realizar essa apresentação e facilitar o entendimento de forma que possam absorver a mensagem passada.

Não é o momento para preocupação com metas e resultados. Precisamos trabalhar outros conteúdos, como a importância dos bons hábitos alimentares, de higiene, o cuidado com o planeta, com a natureza. Outros ensinamentos são propostos, e até mesmo o fortalecimento dos vínculos afetivos.

*Ponto chave: Realizar um Planejamento de forma a conciliar nosso Home office com a demanda das crianças.

Estratégias de enfrentamento

• As estratégias domésticas podem ser divididas também com as crianças, de acordo com cada faixa etária.
• Hábitos alimentares saudáveis e atividades físicas mesmo em apartamentos.
• Exercícios de respiração
• Leitura, Escrita e Desenho
• Arte
• Novos conhecimentos, aprendizados corporais. (Dança)
• Organização
• Entender e valorizar os momentos de tédio.
• Atividades manuais são importantes para a construção da coordenação motora, aliviam o estresse e ansiedade.
• *Produzir em família o Cantinho da reflexão e da calma.
• Incentivar o Autocuidado de todos da família.

Crianças em situação de isolamento hospitalar


• Diferenças do manejo em cada faixa etária
• Cuidado prioritário
• Customizar o EPI
• Recursos como Calendário, contar os momentos do dia
• Referência dos profissionais
• REDE SOCIOAFETIVA
• Projetos para depois da internação
• Algum objeto pessoal qu denota lembrança afetiva
• Qualidade da Comunicação

Resiliência

Capacidade de se adaptar a novas situações. Falar e praticar a nossa resiliência nunca foi tão importante. Entender que somos capazes de enfrentar, acolher nossas angústias e incertezas com compaixão. Levar esse sentimento através da disciplina positiva para nossas crianças.

Preparando o término do Distanciamento Social

É importante acolher e trabalhar o assunto da pandemia, do que está sendo vivido no distanciamento social, dos efeitos que persistem de tristeza, medo da morte ou outras preocupações. É essencial que experiências de resiliência, solidariedade e compaixão também sejam compartilhadas de forma que possamos RESSIGNIFICAR e REINTEGRAR esse novo momento que está por vir.

O momento é de muito acolhimento, resiliência e empatia. Entender que nada será como antes, mas que podemos encontrar novos sentidos e perspectivas nos faz fortes para enfrentar o que estiver por vir.


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